10/23/2009

Fashion Art

Sumido? Pois é. Mas por uma (nova)justa causa. Voltei aos estudos e iniciei um curso de Especialiação em Artes Visuais pelo SENAC-EAD. Isto significa que é via internet, em sua maior parte, funcionando através de fóruns e outros mecanismos próprios ao suporte. Tanto o formato quanto o conteúdo tem se mostrado muito instigantes e cheios de desafios que, eventualmente, vou comentar aqui. Afinal, sempre acreditei no debate incessante acerca da dúvida de onde, ou mesmo se, localiza o limite da verdade na arte, do que se pode ou não se pode mostrar e ver e o que realmente se mostra. Já que a não declarada manipulação e disseminação de imagens e discursos são questões que a cada dia se tornam mais cruciais na formação dos corações e mentes contemporâneos.

Bom, mas trocando de novidades, desta vez venho contar que em uma de minhas muitas imersões no sempre fascinante ciberespaço, acabei dando de cara com uma artista que dispensa apresentações, da qual sou grande admirador: Kathleen Dustin.

Esta norte americana, filha das dunas de areias de Michigan Ocidental, e atualmente residindo em New Hampshire teve desde cedo uma queda pela vida nômade e pelas artes o que a levou a conhecer muitos povos e suas culturas e assimilar o que de melhor estes possuem.
Em 1972 viajou por um ano pelo Líbano, onde conheceu o Polymer Clay/cerâmica plástica. E, nos últimos anos, em razão da profissão de seu esposo, viaja com regularidade para países como Turquia, Arábia Saudita, toda área do mediterrâneo e Russia.
Toda esta habilidade de Kathleen viajar e viver em lugares exóticos exigiu que trabalha-se com um meio 3D facilmente transportável. E foi o Polymer Clay que, para nossa felicidade, transformou-se sua modalidade artística principal. Tendo mesmo que desenvolver muitas das técnicas que aplica em seu trabalho.
Sendo sua obra (re)conhecida internacionalmente, justamente, por seu imenso talento aliado a um total domínio técnico do material.

Falar de Kathleen Dustin é mergulhar em um universo que vai muito além do óbvio e do lugar comum.
Com uma Filosofia de arte e de vida bem como um estílo únicos, Kathleen faz (re)leituras de signos representativos da cultura contemporânea através da criação de, em especial, bolsas e bijuterias com belíssimos e intrigantes resultados.

Unindo elementos do mundo fashion à sua sensível criatividade. Repletas de de simbologias pessoais, em suas criações Kathleen reinventa a moda e o fazer cultural.
Seu esforço é de sempre criar belos objetos baseados no que encontra de modo que outros desejem também possuir aqueles objetos. E para aqueles que perguntam do "por que" criar bolsas ao invés de produzir esculturas ou figuras ela responde, com a segurança de quem sabe o que cria:

"...esculturas ou figuras apenas são colocadas sobre uma base coletando a poeira. Você não se atreve a tocá-las. Mas sendo estas bolsas elementos funcionais você é levado a toca-las, acaracia-las e examina-las. Sua existência é realçada porque são peças maravilhosas para carregar com você, para usa-las".

A arte de Kathleen surge da imersão no mundo que a rodeia e com o qual interage intensamente dando forma e cor às suas fantasias.
Algumas vezes seu trabalho incorpora partes de textos da Bíblia, geralmente trechos do Torá ou velho testamento, estampados em meio a textos e imagens icônicas. Em um conjunto que leva ao portador(a) da peça a refletir acerca do que possui em mãos.
E mais recentemente, sua criação, tem chamado a atenção pela repetição de pequenos elementos que denomina "mundanos", tais como vagens de sementes , musgo, folhas e pedras empregados de modo a criar peças absolutamente diferenciadas e de grande força expressiva.
Para conhecer mais acesse:
Até a próxima.














9/16/2009

Dica Quente



Um dos maiores problemas para quem se aventura no mundo dos clays especiais é a dificuldade em encontrar não apenas o material mas principalmente as ferramentas e instrumentos que complementam esta especial Arte. Um dos itens que considero indispensável para a criação de uma boa peça é a cura em temperatura correta. Só que, estranhamente, no Brasil, é dificil encontrar termometro de forno. Você encontra termometros de panela, aqueles com uma longa aste, com certa facilidade, mas especificamente de forno, não. Tanta é a dificuldade que o meu tive que comprar em um site americano, a priscas eras, e ainda tive que pagar uma fortuna em impostos de importação, claro.

Bom,uma dica quente sobre o assunto:
Acesse o site da Dim Clay que o Eduardo, sempre tão atencioso e prestativo, está oferecendo termometros de forno a R$ 35,00!!!! Um excelente investimento.
E aproveite para pedir amostras de diversos tipos de clays de diversas muito legais que eles fabricam. Só é cobrado um valor simbólico para que não tenha um produto zerado na loja e o valor do frete, que é calculado no final do pedido.

Já para aqueles que ainda preferem o modo artesanal de controle de temperatura vai a dica também:
coloque uma folha de papel ofício no forno com a peça que vai queimar. Se a folha em algum momento, mesmo que levemente,amarelar baixe a temperatura do forno e deixe a porta entreaberta por alguns minutos. Troque o papel e continue sua
queima.

Até a próxima

8/02/2009

Lançamento Tutorial


Uma das grandes, digamos, “estranhezas” da internet brasileira é o fato de que quase que diariamente surgem uma infinidade de novos portais, sites, blogs, fotoblogs e até perfis do Orkut sobre artesanato, sendo alguns bastante especializados em suas respectivas técnicas e materiais. Assim, como temos também uma infinidade de artistas e artesãos que a cada dia se profissionalizam mais e estão aí mostrando o seu melhor e abrindo seus espaços pessoais. Alguns, claro, com maior êxito que outros. O que é realmente tudo muito bom.
Mas por outro lado também existe uma indesculpável carência de informações práticas em geral, e o que dirá de tutoriais, ou passo a passo como alguns preferem chamar, em português. O que vamos convir, ia facilitar muito a vida de todos, em especial dos iniciantes, que, em geral, pouca referência possui sobre os assuntos que lhe despertam interesse.

Panorama este nosso que contrasta vergonhosamente com o perfil do internauta/artista/artesão norte americano, por exemplo. Criadores de inumeráveis técnicas (muitas das quais copiamos e esquecemos de mencionar isto...), produzem livros, revistas e sim, tutoriais gratuitos, visando não apenas divulgar sua Arte, mas dividir para auxiliar ao próximo. Em outras palavras, senso de responsabilidade social.
“Eles não tem uma lei do Gérson como ícone pop como nós, Darling...", como diria a sempre antenada Dháris. Vai ver esta é mesmo uma das razões que diferimos tanto.

Aí me pergunto: Porque as pessoas mostram (nem todas, é bom frisar) de boa vontade e cheias de vaidade suas criações na internet - indiscutivelmente o melhor suporte para divulgação pessoal a baixo custo que existe - mas relutam em se tratando de mostrar como produziram suas peças? De que maneira se chegou àquele resultado? Quanta dúvida teve e onde conseguiu apoio para desfazê-las?
Reserva de mercado dizem uns (que se for assim tão inexpressivo, este nem existe e consequentemente nem há pelo o que disputar); “Não divido aquilo que tive tanto trabalho e gasto em aprender”, dizem outros muitos. Revelando que existe sim um sentimento de indisfarçável patrimonialismo na cabeça do brasileiro. Mesmo que inconfessado e jamais assumido.
Patrimonialismo de sempre pensarmos de que aquilo que sabemos nos pertence, o que é uma inverdade já que o saber é um direito universal e se não divido morre, inevitavelmente, comigo. Sendo esta a mostra de uma mesquinha pequenez que em nada combina com nosso ethos de povo cordial e afável que gostamos de acreditar que realmente somos.

Bom, nem vou perder tempo escrevendo uma dissertação acerca da “camaradagem imaginária brasileira e suas burras tentativas de levar vantagem em tudo” e sim partir para a prática. Assim, ofereço gratuitamente a todos este tutorial publicado em meu site de uma técnica que denomino “folheado”.
Não é um projeto exatamente simples, pois exige atenção pela quantidade de “dobras” a serem feitas, mas nem por isto tão complicado e que leva a criação de um agradável efeito visual de flor estilizada que pode ser trabalhada e aplicada às grandes ou pequenas extensões sem provocar uma cansativa confusão visual.
E para quem se interessar, e aproveitando para vender meu peixe, comunico que estas e outras técnicas você pode aprender agendando seu workshop na Loja Traços&Cores
Avenida Venâncio Aires, 987 - Porto Alegre
0 XX 51 3335-2735

Espero que todos aproveitem e lembrem-se que o projeto pode ser copiado, reproduzido e distribuido sem problemas, desde que não seja para fins comerciais. Também não esqueça nunca de mencionar o autor e a fonte por uma questão de honestidade autoral e porque é lei. ok?

Divirta-se e me mande seus resultados. Prometo publicar aqui.

Até a próxima

7/26/2009

Chameleon responde

Este post foge do perfil padrão que venho adotando faz algum tempo, eu sei. Mas é justificado pelo fato de que visa tirar algumas das muitas dúvidas que tem me chegado via email, estão sendo postadas aqui e até sendo remetidas via msn. Só que assim fica muito difícil ficar respondendo caso a caso pois o tempo é cada vez mais curto inversamente à vontade de auxiliar com um pouco de minha experiência a todos que me procuram com questionamentos sobre este fascinante material tão cheio de possibilidades.
Assim, só pra organizar, primeiro procure sua dúvida em meu site na seção “dicas”. Sempre que posso estou atualizando com novas informações que vou descobrindo aqui e ali. Mas se não encontrar respostas por lá o melhor é me escrever direto para contato@chameleondesigner.com que terei o maior prazer em tentar ajudar. Ok?

Aproveitando para tirar algumas dúvidas mais frequentes.


Material que rasga e esfarela
Sou com frequência perguntado acerca de problemas com massa que esfarela e rasga apresentando graves problemas em seu uso apesar de ser corretamente (?) sovada. Bom, para começar a mesma não deve ter sido suficientemente amaciada pois quando feito da maneira correta esta deve ficar homogênea e muito fácil de manusear. O segredo não é apenas amaciar mas fazer com que sua temperatura se aproxime da humana( 36 graus) quando se torna bastante maleável.
Mesmo achando que foi bastante sovada, o melhor é redobrar o esforço. Dá trabalho no início, sei bem. Mas os resultados sempre compensam. :-)
Também indico sempre que se pique bastante o material antes de voltar a reunir e começar a amaciar. Desta forma facilita para que pegue uma boa liga com mais facilidade.
Pode acontecer também do material estar muito ressecado, não melhorando mesmo com o manuseio. Isto ocorre porque parte da oleosidade do material fica nas mãos e na superfície onde está sendo trabalhada.
Para solucionar, basta misturar uma ponta de dedo de óleo mineral ou vaselina líquida ou mesmo óleo comum de cozinha sobre o material para que reaja. Mas cuidado, faça isto de maneira bem econômica, senão pode acabar virando tudo em uma meleca.
Na verdade, em princípio sou contra amaciantes artificiais – sendo esta uma postura e opção pessoais – mas em casos extremos não os deixo de usar.

Moldes e Polymer Clay
Outra questão comum é se pode usar molde de silicone para produzir peças em PC? Pode não apenas criar peças em polymer clay com moldes mas também os próprios moldes são produzidos com facilidade com o material. Os resultados são superiores aos moldes criados em gesso. Além de ter muito maior durabilidade.
Mas é muito importante lembrar (apesar de meio óbvio...): não se coloca o molde de silicone no forno! É aconselhável também umedecer o molde de qualquer material com água antes de usá-lo com o Polymer Clay/cerâmica plástica. Isto ajuda a retirar a cópia sem danificar.

Diferenças entre Porcelana Fria e Polymer Clay
Para fazer bonecas(os) o Polymer Clay é diferente de que maneira com relação ao biscuit/porcelana fria?
Na verdade não tenho muita experiência com porcelana fria. Mas pelo o que sempre percebi é que além de encolher com a secagem, o que pode levar a eventuais danos dependendo das dimensões da peça - o que não ocorre com o Polymer Clay/cerâmica plástica - em especial, não permite que se trabalhe bem os detalhes, os quais, na verdade, são aquilo que tanto enriquecem a Dolls Art.
Alguns fabricantes de Polymer Clay inclusive oferecem massa especial dirigida à dollsmakers, que se caracteriza por ser ainda mais macia, apesar de firme, que o PC tradicional. No Brasil existe bom material para dolls art como o da linha Poliart Dolls do fabricante FXARTE.
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Polymer Clay tem validade de uso?
Bem, em princípio e sendo uma massa plástica não há uma validade exata para o material desde que bem acondicionado em saco ou pote plástico, fora da geladeira, e guardada em uma gaveta ou armário sem contato com a luz solar direta. Se tiver este cuidado poderá reaproveitar o material por tempo indefinido.
Detalhe importante: dependendo do tipo de plástico ou pote que utilizar pode haver uma reação com o material e danificar a embalagem e até arriscar a perder o material. Primeiro teste com um pouco de Polymer Clay antes de usar em definitivo a embalagem. E lembre-se, que é muito importante: jamais reutilize o pote ou plástico utilizados com produtos para animais e humanos.
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Bom, por enquanto era isto.

Até a próxima

5/29/2009

Bonecas de arrepiar

Pois então, entre idas e vindas pela internet andei pesquisando mais um pouco acerca de construção de dolls - que é um projeto pessoal que venho desenvolvendo faz algum bom tempo - e como não há muitas referências técnicas na internet nacional fui, como sempre, em busca de mais informações em outras paragens. Mesmo porque os poucos livros que tenho a respeito não suprem todas as minhas carências de informações e nem tiram todas as minhas dúvidas.
E a cada dia fico ainda mais espantado com a riqueza de abordagens que existem a partir do tema Dolls. Assim como constato o interesse que vem despertando entre criadores e colecionadores no país.

E fica aqui um pontual alô para as editoras especializadas em artesanatos:
Não está na hora de surgir uma publicação especializada em dolls no mercado nacional? Interessados no assunto, portanto mercado, e bons artistas e artesãos que podem criar interessantes tutoriais existem, com certeza.

Bem, no Brasil conhecemos as peças de pequenas proporções com temática centrada em elfos, fadas e outros seres fantásticos, assim como existem as populares miniaturas de bebês em Polymer Clay. Onde temos excelentes e criativos artistas. Da mesma forma existem os “reborn” e os action figures que tem como tema personagens de filmes de ficção científica ou baseados em personagens de games. Há também outros que empregam a chamada mixed media, isto é, unem materiais diversos como madeiras, metais, tecidos e Polymer Clay sem uma temática definida. Isto apenas para citar alguns exemplos da infinita gama de abordagens possíveis e encontráveis no país.

Mas toda esta introdução é justamente para comentar que acabei descobrindo um estilo de dolls
realmente curiosa e que tem muito mais seguidores que eu poderia imaginar ainda que seja praticamente desconhecida no Brasil. Pelo menos eu não sei de nenhum trabalho neste estilo. São bonecas(os) por alguns chamados de dark creations e por outros como strange dolls, ugly people, scary art ou mesmo morbid art e que, mal traduzindo para a língua de Fernando Pessoa definiria tudo como bonecas necrófilas, no que no final não perderia seu sentido.

Bastante populares nos EUA, talvez até pela tradição do Halloween, a abordagem parte sempre da idéia de dolls, mas com uma leitura, no mínimo, curiosa. Bonecas(os) que representam vampiros, zumbis, meninas góticas ou mesmo estranhos bebês. Isto sem esquecer os corpos dilacerados e figuras das mais bizarras que no conjunto ficariam mais adequados em um quarto da mansão da família Adams que em qualquer outro lugar.


Mas ao contrário do que se possa pensar estas criações não apenas tem uma legião de seguidores e colecionadores como também não assustam, apesar de alguns exemplos até pela minúcia de detalhes com que são criadas, inquietam e perturbam observadores mais sensíveis.
Nojentos e repugnantes ou excêntricos e curiosos, estes parecem que vieram para ficar e a cada dia angariam mais adeptos dos quais apresento alguns exemplos neste post.
Entre os artistas que se destacam neste estilo de Arte temos a norte americana D.L. Marian, com suas Dark Criations, Virginie Ropars uma criativa artista francesa, Jade Perez, Liz McGrath, entre muitos outros.

Pois então, entre vampiros, meninas góticas e figuras de algum estranho vudu sado masoquista estes artistas acabaram por me provar enquanto os conhecia que sim, existe espaço para todo tipo de artes e gostos desde que autênticos e de qualidade. Já que no final o que conta é a criatividade e capacidade de criar com originalidade. Pois o resto é marketing. E o marketing pelo marketing, nem causa espanto e também não empolga.

Sem entrar em juízos de valores se é bonito, feio, estranho ou doentio, deixo a cada um a indicação para que conheça, atrávés dos links que indico abaixo a curiosa e realmente diferente arte destes artistas.

Só aconselharia a deixar as meninas fora da sala, vai que você acaba tendo tem que dar uma destas dolls de presente para sua pequena bruxinha.:-)

http://darkcreation.com/infoevents.html
http://www.strangedolls.net/links.html


Bons arrepios e até a próxima.

5/02/2009

Pintando no Espaço

Quando tive a idéia de iniciar uma série de posts sobre artistas do Polymer Clay/cerâmica plástica do mundo todo - alguns pouco conhecidos até mesmo em seus países de origem – mas cujos trabalhos me chamam a atenção tanto pela qualidade quanto pela originalidade de suas criações, não tinha expectativas que isto fosse se refletir em um considerável aumento no número de acessos, um melhor posicionamento deste blog nos mecanismos de buscas (São Google está aí para confirmar. ;-) e até mesmo em um maior número de comentários públicos e privados que tenho recebido.
Se por um lado, este aumento na audiência deixa claro o quanto o assunto tende a despertar interesse e curiosidade. Por outro justamente confirma uma grave lacuna que existe no acesso às informações nesta área. Mesmo que poucos admitam sua existência e menos ainda demonstrem se importar em alterar. Coisas de mentalidade de terra brasilis.
Mas antes desta constatação servir para algum tipo de orgulho fanfarrão, serve sim para sinalizar, até mesmo para mim, que estou no caminho certo. Que estou ajudando, de alguma forma a suprir a falha que ainda perdura. E a idéia de estar fazendo, com correção, minha parte já é o bastante para justificar minha atividade neste blog apesar da crônica falta de tempo. Ou, no mínimo, para mim será sempre melhor acessar e produzir conteúdo que justifique minha conexão do que encher os olhos apenas com os sempre tão aborrecidos discursos em torno do próprio umbigo.

Devaneios à parte, hoje vou utilizar este espaço para apresentar um artista cujo conjunto da obra é para mim motivo de imensa satisfação sempre rever. Pois apesar do nome James Lehman não soar familiar para a grande maioria dos polymers(ceramistas plásticos???) brasileiros este jovem artista norte americano é reconhecido como um dos mais criativos e inventivos de sua geração, pelos realmente conhecedores desta diferenciada forma de fazer Arte.
Já conheço seu trabalho há bastante tempo e, quase que por acaso, buscando material gráfico e informações para outro post, tive a felicidade de encontrar seu site e, consequentemente, a chance de poder dividir aqui o encantamento que sua obra me provocou desde a primeira vez que a vi. Inovador e possuidor de um inquestionável senso estético, com vocês: James Lehman.
James Lehman, nascido em 1964 em Marion (Ohio – Estados Unidos), não demonstrou especial interesse pelas artes plásticas desde sua tenra infância, mas antes pela música. Tendo inclusive iniciado em 1984, aos 19 anos, um trabalho na área que resultaria em uma coleção de CD´s de 22 canções escritas, produzidas e executadas pelo mesmo.
Em 1987 adquiriu uma casa em Akron(Ohio) onde, junto de seu irmão mais moço, Joe, formou um grupo musical chamado "Subtle Disasters" que executava suas canções em clubes locais. Resultando desta aventura musical, em 1990, a criação de seu selo independente.
Paralelamente às suas aventuras musicais James conheceu o Polymer Clay em feiras que participava. Já que entre uma apresentação e outra vendia seus CD´s e seus experimentos com pedras e cristais com os quais produzia colares e pendantes.
Em fevereiro de 1993 conheceu a Terry Zimmerman, que se tornaria seu sócio, e mudou-se para a casa de Terry localizada na área de West End, montanhas também chamadas de Akron Quadrado. E foi sob a influência e incentivo deste que no mesmo ano James definitivamente se interessou em contas em Polymer Clay e desenvolveu a técnica para produzir grandes agrupamentos gráficos em forma de lâmina que permitem que se criem peças únicas, visualmente leves e totalmente diferenciadas em forma e beleza.
E mesmo quem tem bastante experiência com o material sabe que apesar do mesmo possuir natural elasticidade e resistência não é fácil de manipular em extensas áreas criadas por associação sem se romper ou rasgar. Contudo, dividido entre sua paixão pela música, artes plásticas e um extremo fascínio por física, engenharia, matemática e lógica - que incorporaria mais tarde em se trabalho com Polymer Clay buscando chegar aos limites das possibilidades de sua Arte - foi somente em 2001 que decidiu, definitivamente, e para nossa sorte, levar adiante sua carreira como artista plástico profissional.
Resultando a partir daí o surgimento de uma grande e frutífera produção que se traduz em peças sofisticadas, extremamente minuciosas e de uma originalidade impar.
James define, poeticamente, sua Arte como pintura com Polymer Clay no espaço. Pois, segundo o mesmo, apesar de serem peças tridimensionais são baseadas, antes de tudo, na cor. Sendo, consequentemente, uma síntese entre a escultura e a pintura. O Polymer Clay/cerâmica plástica funcionando ao mesmo tempo como cor e estrutura possibilitando criações que, como o próprio artista conclui, seriam impossíveis de se produzir com outro material.
Pois é justamente o Polymer Clay, com suas próprias características plásticas e técnicas, que permite que sua proposta de trabalho seja realizada: criar grandes peças tendo apenas o material em sua realização.
James normalmente não utiliza nenhum suporte além do polymer clay como base e apoio em suas obras. Apenas algumas peças como esferas, cubos ou tetraedros são confeccionados em madeira e depois cobertos com placas produzidas Clay.
Já todas outras formas: bacias, placas, tubos e frascos são criados no próprio material com um revestimento de alto lustro. Resultando em peças, praticamente, vitrificadas em um belíssimo efeito.
Visite o site do artista e descubra toda sua Arte.
Definitivamente um belo passeio pela forma e cor.

Até a próxima.

3/23/2009

Um lugar chamado Riverdog

Em meus passeios pela web - que devido a seu tamanho e abrangência além da capacidade de suportar, sem nenhum critério além do raro bom senso, a todo tipo de criações e criaturas - tenho a oportunidade de deparar do medíocre ao inovador, do primário e lugar comum ao realmente criativo e absolutamente diferenciado. E, como sempre, cabe a cada um manter sua atenção ou descartar o que lhe parece desinteressante. O que, aliás, faço com freqüência. Doce democracia que a mídia interativa nos permite exercitar.

E foi numa destas minhas incursões pelas profundezas da rede que descobri um local de nome estranho. Um local encantado onde vivem e criam um casal de artistas que evitam os holofotes e o agito das cidades.
O lugar se chama Riverdog Studio e está localizado em Oberlin, Ohio(EUA). E o casal é Deborah Banyas e T.P. Speer. Artistas que sempre vivenciaram suas Artes de forma independente desde sua união em 1976. Em 1979 T.P. renunciou à sua posição como professor na universidade para se devotar em tempo integral ao trabalho em seu estúdio junto à sua esposa Deborah. Ao lado de seus inúmeros cães, optaram por um recanto apenas e tão somente de paz e prazer de se fazer Arte. Riverdog Studio é um belo espaço onde se respira cultura e paz transcendental em meio a uma verdejante paisagem praticamente intocada pelo progresso. E foi lá, na década de 1980, que começaram a estudar e coletar a arte popular americana e mexicana. Sendo que sua paixão começou a se refletir em sua arte.
Deborah iniciou com uma série figuras pintadas que provaram ser bem sucedidas. Para logo depois adicionar aos trabalhos misturas criadas com madeira, telas, Polymer Clay/cerâmica plástica, metal, acrílico e tecidos. Deborah produz peças one of a kind, isto é, únicas e produzidas a mão e que podem ser escolhidas entre confeccionadas em tecido ou Polymer Clay e até variedade de cores para os “cabelos” produzidos com finos arames .

T.P Speer, por sua vez aprofundou-se em suas viagens gráficas através de pinturas, litografias e ilustrações. E embora tenham visões conceituais próprias suas Artes se completam, e se complementam, em total harmonia.
Nas criações de ambos, sempre centradas no humano, seus limites e sonhos, invariavelmente percebemos um nítido flerte com o realismo fantástico sempre carregado com uma pitada de humor, o que parece refletir a satisfação de viver em um espaço tão especial, com ritmo e necessidades próprias.

Espaço gerenciado por pessoas adoráveis com os quais entrei em contato contando de minha proposta de apresentar talentos que existem, às vezes quase escondidos, em tantas partes do mundo e que falam uma mesma linguagem em comum: O amor à Arte.
E me deram quase que de imediato um retorno e autorização para usar suas peças sem nenhuma restrição, aqui.

E como são pessoas generosas, ainda abrem as portas para receber hóspedes interessados em uma convivência com a Arte, pessoas inteligentes e uma paz tão desejada. Sem dúvida, uma visita imperdível.


Como sempre encerro este post agradecendo aos artistas a oportunidade de poder mostrar pessoas com formas de expressão diferenciadas e poder compartilhar um pouco disto com todos.

E aproveito para indicar uma visita, mesmo que virtual, a este lugar chamado Riverdog Studio



Até a próxima

3/01/2009

3D Street Art by David Evans

O conceito de uma vida contemporânea doentiamente voltada para a produtividade, competitividade e alta performance, mesmo que muitas vezes com resultados inexpressivos, leva-nos forçosamente a conviver com uma freqüência assustadora de meias verdades e mentiras completas. Lamentavelmente, este perfil pouco ético é bastante comum mesmo no mundo das Artes onde circulo desde minha adolescência e onde já vi de tudo e muito mais. Mesmo assim ainda sigo me espantando, não com a engenhosidade técnica do que tantas vezes vejo, mas antes com a cara de pau de alguns em busca de um forçoso e fácil sucesso. Onde, estes ao mesmo tempo em que buscam a promoção a qualquer custo denigrem-se, justamente, por seus próprios atos e palavras.
Esta visão dos fatos, muitas vezes, me leva a me sentir sem energias para continuar tentando manter, antes de qualquer coisa, minha dignidade e profissionalismo. Afinal, não raro mais parece valer uma razoável rede de contatos e parcerias menos interessantes que interesseiras do que realmente criar algo original, de verdade.

Mas tudo muda quando a gente tem a felicidade de conhecer pessoas com real talento que fogem do tradicional circuito/circo das artes com suas trocas de favores e amabilidades quebrando as regras, e pasmem, com êxito. E, melhor ainda, batem em rostos pretensiosos com suas luvas de pelica repletas de raro talento e extrema perícia no que fazem. Privilégio reservado a poucos. Bem o sabemos...

Este post é justamente para apresentar um dos melhores e mais originais e criativos Artistas de Polymer Clay que já tive o privilégio de conhecer. Que além de artista plástico ainda consegue ser fotógrafo dos bons, DJ e cameraman talentoso. Seu nome? David Evans. Também conhecido no meio artístico por CityZenKane - CZK. Sua Nacionalidade? Inglês. Sua especialidade? 3D Street Art.

David é um artista que desenvolve sua Street Art de forma diferente do grafite tradicional, onde começou. E, apesar de ainda usar as paredes de sua nativa Londres como suporte para seu trabalho - utilizando a rua como uma imensa galeria ao ar livre e assim atingindo um público imensurável - seu principal, mas não único diferencial está no fato de que suas peças são 3D sempre moldadas e, muitas vezes, cobertas com aplicações em Polymer Clay/cerâmica plástica. Razão esta pela qual desde que o conheci e a seu trabalho fiquei absolutamente encantado. E encantado não só pela originalidade da idéia, já que desconheço que outros façam igual, mas por sua coragem e desapego, pois não tem nenhuma garantia de que as peças não serão, eventualmente, furtadas ou mesmo danificadas.

Resulta disto um marketing do bem, pois o torna ainda mais conhecido fora dos circuitos de Artes oficiais e ao mesmo tempo ilumina a cidade com surpresas visuais deliciosas. Sem esquecer de mencionar que assim pode expandir seus contatos no meio artístico e fora deste, aumentar seu número de fãs e até mesmo interessados em suas criações. Já que comercializa tanto os originais quanto cópias numeradas e assinadas.

Sua temática é tão variada e inusitada quanto os locais onde expõe e técnicas que usa, indo de formas orgânicas onde abusa das cores fortes e contrastantes ao mesmo tempo em que emprega técnicas diversas que se harmonizam e nos levam a um passeio visual pelos labirintos de seu inconsciente, ao figurativo onde busca em temas universais sua inspiração para (re) leituras absolutamente pessoais e diferenciadas.

Bem, depois de muito o incomodar consegui que me permiti-se não somente postar belas imagens de seu trabalho e indicar seus vídeos veiculados no YouTube, mas também falar um pouco dele e sua Arte. O que aconteceu após freqüentes trocas de prazeirosas mensagens. O que me permitiu conhecer melhor um artista não apenas muito talentoso, mas também modesto em seu saber e criar, sempre disposto a ensinar e principalmente aprender e se reinventar.

A Dave só posso mais uma vez agradecer pela infinita paciência zen que sempre tem comigo, com minhas dúvidas, temores e ansiedades de querer sacudir e mudar o mundo, pelo menos da arte. Tornando este um espaço mais justo, correto e honesto. Além de agradecer por poder ter a honra de defini-lo como um bom e querido amigo pessoal que mesmo longe nunca está distante.

Já para meus ansiosos leitores ávidos de novidades que valem à pena, fica a dica para que além das imagens que ele me remeteu para ilustrar este post, visitem seu website onde veicula as imagens fotográficas de seu perfil multimídia e que vejam seus videos no YouTube onde inclusive poderão visualizar a riqueza de seu processo de trabalho que modestamente tentei traduzir em resumidas palavras aqui.


Realmente vale à pena conferir.

Até à próxima.

2/16/2009

Uma Estrela Chamada Starr Blanton

Enquanto mexia no layout do blog (sabe-se lá se de forma definitiva ou por quanto tempo) prossegui mantendo meus contatos com artistas do Polymer Clay/cerâmica plástica de todo o mundo. Os quais, muitas vezes, acho que conheço melhor e em maior número que aos polymers (ceramistas plásticos???) brasileiros.
Sempre fico pensando se isto acontece por sermos em número reduzido demais, mas nem tanto. Ou se isto se deve, justamente, à estranha mentalidade brasileira (presente em todas as áreas) de “esconder jogo” e evitar maiores contatos com qualquer um que possua um trabalho diferenciado do próprio, como se isto fosse um perigo ao status quo personalista. Afinal, comparações acabam por ser inevitáveis e podem ser danosas a certos egos. Quizás...

Desta forma, entre pensamentos soltos e reflexões organizadas conclui que ajudaria a mudar, ou pelo menos a sacudir, esta triste mentalidade provinciana e a alterar este diminuto número de artistas, artesãos e designers em atividade na área - sim, há diferenças entre as denominações. Sem que com isto um seja menos que outro, mas diferentes - indicando e comentando websites de pessoas que conheço e que vivem e respiram suas artes em todos os recantos deste planetinha azul. Ganham os polymers brasileiros vendo que existe muito mais que nossos diminutos umbigos possam supor e ganham os polymers estrangeiros tornando ainda mais conhecidas, e de forma merecida, suas criações e processos de trabalho.

Neste post vou falar um pouco de uma artista chamada Starr Blanton de Cincinnati (EUA) que produz um tipo bastante diferenciado de peças cuja temática é sempre voltada à natureza. Starr cria pequenas peças (algumas com apenas dois cm como o goldenfish que ilustra este post) que lembram delicados bibelôs antigos, mas com uma leitura contemporânea que simplesmente me fascinaram desde que a conheci e a seu trabalho.
Xi, mas este papo de bibelôs parece coisa de casa de avó, meio cheirando a mofo, chás frios e bolinhos duros diriam alguns desavisados.
Pois é, aí é que se enganam os que não a conhecem e a sua arte. Suas minuciosas e pequenas peças cheias de delicadeza e ricas em detalhes revelam um extremo bom gosto e sensibilidade na seleção de cores e técnicas e que a fazem, sem dúvida, ser uma de minhas artistas prediletas em Polymer Clay/cerâmica plástica.
Ela emprega em suas peças folhas de ouro, pigmentos metalizados que, lamentavelmente, ainda carecemos no mercado nacional e une massas translúcidas e opacas em suas originais criações. Nunca empregando moldes, mas modelando as figuras e depois aplicando pedacinhos de seus canes/bastões até finalizar cada peça, todas com tiragem limitada. Levando por vezes semanas para criar cada novo personagem de seu jardim imaginário. Um trabalho de extrema paciência e perícia, sem dúvida.
Sua temática e estilo são tão pessoais que dificilmente confundiria seu trabalho com o de outra pessoa. O que vem a demonstrar que técnicas todos aprendemos com maior ou menor dificuldade, basta tentar. Mas o diferencial será sempre o estilo, modo e capacidade de se expressar de cada um. Deliciem-se com algumas imagens, gentilmente cedidas pela artista, para ilustrar e iluminar este post. É um verdadeiro jardim mágico de formas e cores.
À Starr, que sei que lerá este post, só posso desejar cada vez maior sucesso e que nunca deixe de brilhar como a estrela da modelagem em Polymer Clay que é. E também agradecer por a ser a pessoa delicada, generosa e atenciosa com quem me encantei desde o primeiro contato.
Já a todos os leitores indico a visitação a sua página na internet que coloquei abaixo. E cujo link já se encontra permanentemente indicado ali ao lado.

Lembro a todos que para visualizar as imagens em tamanho maior basta clicar sobre elas. Você vai se impressionar ainda mais com o que vai ver. ;-)

Até a próxima.

2/07/2009

The Alice Rabbit

Até mesmo àqueles que (dizem que) não acessam este blog já devem ter percebido que minha personalidade inquieta e camaleônica mais uma vez se faz presente.
Pois agora, decidi reestruturar o layout do blog bem como mexer um pouco no conteúdo, acrescentando alguns itens e informações e deixando de lado outros tantos que conclui serem desnecessários.
Para isto sigo "apanhando" com o HTML (linguagem que define como aparecerá ao visitante uma página na web). Já que não sou nem pretendo me dizer um expert em webdesign - gente, saber mexer com Frontpage e assemelhados não autoriza a ninguém a assumir este título ;-) - e sim apenas um curioso esforçado, cheio de boa vontade.
Além do que, tenho o problema de brigar com a eterna falta de tempo. Já que o que não me faltam são projetos que correm paralelamente à minha produção e ensino da modelagem com Polymer Clay/cerâmica plástica, minha principal atividade profissional. A coisa chegou num ponto que um amigo inglês me definiu, debochadamente, outro dia como "the Alice rabbit" por estar sempre com pressa para o próximo compromisso.
Assim, por vezes as pessoas acessarão ao blog e nada vão encontrar, ou mesmo o visual poderá mudar repentinamente sem avisos prévios e segundos (ou talvez horas) depois voltar tudo ao normal. Mas não se preocupem, serão estes apenas momentos de testes, entre um e outro compromisso, que utilizarei para encontrar o visual e conteúdo que tornem este blog ainda mais agradável, divertido e fácil de se ler e visitar.

Portanto, continuem tranqüilos os que apreciam o que escrevo neste blog e sigam inquietos os que o odeiam. Pois não pretendo fechar este espaço tão cedo. ;-)))

Até a próxima

1/31/2009

De Além Mar


Esta semana uma aluna que faz com certa regularidade workshops comigo - e de quem fiquei bastante amigo com o passar do tempo por ser uma pessoa extremamente interessada e interessante - me ligou apenas para contar que tinha encontrado o blog de uma artista de Polymer Clay israelense chamada Iris Mishly. E que esta havia citado minhas mandalas em um de seus posts além de fazer generosos elogios acerca de meu trabalho.
Como massagem no ego é como massagem nos pés, ninguém recusa e todos apreciam, fui conferir do que se tratava. Até mesmo porque não tinha a menor idéia de quem fosse, pois não sou parte da comunidade judaica e menos ainda sei sequer o alfabeto hebreu, o que dirá a língua.

Bem, acabei descobrindo que seu blog (Polymeri online – Iris Mishly Polymer Clay Blog) possui uma versão em inglês (que alivio ;-) e que ela além de indicar sites e blogs de artistas de todo o mundo que considera interessante, utiliza o espaço para apresentar novas técnicas que aprendeu, comentar livros especializados, etc. E que além deste blog ainda mantém uma coluna diária em um fórum especializado israelense para iniciantes e avançados nesta fantástica Arte. Como se isto não basta-se ainda desenvolve um trabalho pessoal que realmente impressiona pela qualidade e criatividade empregadas nas peças.

Agradeço a Iris por sua generosa avaliação acerca de meu trabalho e indico acima o link para que todos visitem e conheçam sua belíssima Arte e seus textos. Vale à pena.

Até a próxima

1/09/2009

Polymer Clay Dolls


Pois então, ano novo vida nova? Não exatamente. Para mim o correto seria dizer ano novo e novos desafios, mas também a satisfação de sempre conseguir supera-los (ou pelo menos tentar fazer com que assim seja ;-)

E como não poderia deixar de ser, iniciamos o ano com um novo post no blog e a atualização de meu site onde já está exposta uma nova - talvez só para mim não tão nova assim - faceta de meu trabalho.
Refiro-me às special dolls que venho desenvolvendo/aprendendo desde 2007 e que somente agora me senti seguro o bastante para colocar em público. Não se trata de reeborn nem mesmo miniaturas ou marionetes pois as peças possuem em média 45/50 cm de altura, não representam bebês e também não são articuladas. Esta é mais uma entre as várias tendências na linha de produção de dolls decorativas que são bastante exploradas nos EUA e Europa mas que ainda pouco são conhecidas no Brasil.
Claro que, mais uma vez, tive que lançar mão do auto-aprendizado e utilizar livros, DVD´s, da santa internet e generosas amigas, em especial norte americanas, para buscar informações confiáveis para poder iniciar uma abordagem até então totalmente nova para mim com relação a este camaleônico material que a justos 10 anos tem me fascinado pela versatilidade que apresenta.

Muitos erros e enganos depois de ter iniciado apresento e divido com vocês as primeiras peças das quais realmente posso me orgulhar.

Até a próxima

12/24/2008

Feliz Natal e que venha 2009!!!!


A estrada de vida é pavimentada pelos nossos próprios passos. Mas a beleza da caminhada dependerá sempre daqueles que vão conosco em direção ao futuro.

Que em 2009 possamos estar novamente juntos para trilharmos esta jornada em direção a um novo ano de muito sucesso, Arte, paz e felicidade.

Aproveite e visite a animação de Natal que criei e que se encontra a disposição na Internet.
Clique ou cole a URL abaixo indicada em seu navegador.

http://www.chameleondesigner.com/natal2008.html

Grande abraço e boas festas,

11/20/2008

PORNOGRAFIA + INFANTIL + NÂO

Então, o post de hoje foge totalmente de minha proposta neste blog, que é de falar de Arte, escrevendo sobre um tema polêmico e a muito presente na história humana o qual agora extende seus tentáculos no espaço virtual, que é a pedofilia. Espaço este o qual, por sua vez, também pode e deve ser utilizado justamente para combater este tipo de crime.

Esta campanha iniciou com alguns blogueiros espanhóis e aproveita o dia de hoje, Dia mundial da Criança, para difundir a idéia de que pornografia infantil mais do que um crime é algo muito errado que atenta contra o básico da dignidade humana.

Assim, como artista que sou que procura não somente sonhar formas mas ser também politicamente engajado neste partido maior que é o da humanidade, faço minhas pequena participação/contribuição - esperando que Dháris e Eritânia também contribuam de suas maneiras - colocando um post sobre o assunto e acrescentando nas tags palavras como: angels, boyboy, lolitas, preteens. De modo que quem fizer buscas sobre estes temas seja redirecionado para blogs com posts como este. É pouco? Individualmente, é. Mas se formos muitos fazemos a diferença.

Para saber mais acesse
http://lahuelladigital.blogspot.com
É em espanhol mas em português também encontrará informações no Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br

Faça sua parte também.

Até a próxima

11/13/2008

Yes, nós temos bijus II - Imitação de vidro dicróico

Algo que desde sempre me fascinou no polymer clay/cerâmica plástica é o fato de que o material não apenas permite a criação de grafismos definidos – característica sempre presente em meu trabalho pessoal - mas também a imitação de pedras, madeiras, metais e até vidros especiais. Imitações as quais, por vezes, se revelam ainda mais interessantes que os originais.

Pois então, já faz algum tempo que vinha fazendo testes e mais testes para encontrar o modo de produzir imitação de "vidro dicróico" em polymer clay que realmente me agrada-se. Fui em busca das técnicas em meus alfarrábios, troquei figurinhas com alguns conhecidos daqui e dalí, andei passeando em alguns dos muitos sites - sintomaticamente norte-americanos em maioria - que povoam o universo virtual. E neste passeio vi peças realmente muito interessantes, assim como vi outras que de dicróico tem “apenas o sonho de ser”, como diria o poeta..
Algumas técnicas me pareceram mais fáceis de produzir, já outras técnicas se mostraram quase impossíveis de serem criadas devido em grande parte à dificuldade em se encontrar os materiais, tantas vezes apenas importados, difíceis de encontrar no mercado e sem pelo menos um custo razoável de consolo. Enfim, vi vários tipos de "vidros" adequados aos vários tipos de gostos, bolsos e imaginações.

Fazendo uma mistura entre as muitas técnicas de vidro dicróico que conheci, procurando assimilar o melhor que podiam me fornecer no sentido de um resultado que me deixa-se satisfeito e não fosse demasiado complicado ou dispendioso, no final acho que encontrei finalmente a leitura de vidro dicróico que me agrada de verdade. O que você acha?

Até a próxima


10/25/2008

Hamsa ou a mão da sorte

Tenho por hábito, que considero salutar, sempre estar experimentando novas formas, abordagens e possíveis aplicações com Polymer Clay/cerâmica plástica. Já que não tenho o objetivo ou mesmo a pretensão de me considerar pronto e sabedor de todos os truques e segredos inerentes ao material. Pelo contrário, me vejo desde sempre apenas como um esforçado aprendiz muito curioso e determinado, mas em assumido eterno aprendizado. Desta forma, só me resta fazer experimentos, aplicar minhas idéias e observar de maneira isentamente autocrítica os resultados que, admito, nem sempre são bons.

Desta vez estou postando um exemplo parte de uma nova série de peças que surgiram com testes criados a partir da produção e utilização de moldes produzidos por mim em Polymer Clay(tão duráveis e ricos em detalhes quanto os produzidos em silicone ou gesso) aos quais associei o emprego de pigmentos especiais que tem por base mica, o chamado PearlEx. Material este lamentavelmente não encontrado no mercado nacional, mas que pode ser substituído, ainda que com resultados limitados, por purpurina.

Para tanto utilizei uma Hamsa metálica que encontrei por acaso escondida dos olhos na casa uma boa amiga que sequer lembrava-se de sua existência. Resultando disto peças discretas mas, tão interessantes e de presença tão marcantes quanto o original.

Mas afinal o que é uma Hamsa? Bem, a Hamsa ( se pronuncia Rãmisa) é um símbolo utilizado tanto por muçulmanos quanto por judeus ou mesmo turcos. Trata-se de uma mão estilizada, empregada como amuleto para proteção. Ela representa uma mão aberta como que indicando o sinal de pare para coisas, pessoas e energias negativas.
Khamsa quer dizer cinco em árabe, uma referência aos cinco dedos das mãos e os cinco níveis da alma. Sendo que muitas vezes a hamsa inclui um olho em seu centro, fortalecendo a idéia de proteção contra mau olhado.

Infelizmente, esqueci de fotografar o original para posteriormente postar aqui para uma, mesmo que supérflua, comparação entre o original e as cópias. Isto fico devendo para um próximo post. Até lá se deliciem com a peça que considero uma obra de arte pela riqueza minuciosa dos detalhes os quais, em certa medida, consegui reproduzir e até mesmo ressaltar com ajuda do PearlEx.

Em tempos de olhos invejosamente gordos, toda proteção é sempre lucro. Xô, xô, energias ruins!!!

Até a próxima.

9/19/2008

POLYMER CLAY ART


Foi por um acaso - não por descaso, mas antes por absoluta falta de tempo - que passei esta semana pelo meu próprio blog, onde há muito tempo não acessava. E me causou certo espanto ver que passou dos quatro mil acessos únicos. Claro que este não passa de um cisco no grande olho de furacão informativo que é a internet onde, atualmente, encontramos algo em torno de 40 bilhões de páginas publicadas.
Mas para mim o que aqui é relevante, enquanto idealizador e "escrevinhador" destes textos é a satisfação de descobrir que aquilo que tenho a dizer/escrever interessa de alguma maneira às pessoas. O que me leva a acreditar que possuo credibilidade e conteúdo em minhas colocações. Senão ninguém leria, voltaria a visitar ou mesmo indicaria o blog.
E,vamos convir, neste suporte onde é mais do que comum que qualquer afirmação repetida à exaustão tenda a virar "verdade" (ma non troppo...), não é pouca coisa. Afinal, credibilidade se conquista, não se impõe.
Mas também serviu de modo não menos importante, para constatar que meus atentos leitores, afinal, não se resumem apenas às minhas adoráveis e pirotécnicas amigas, Dháris e Eritânia e seu primo Eurípedes. :-)

Bom, dado o chute inicial vamos às novidades que são o que realmente interessa.
E a primeira é o fato de que - e até leitores menos atentos já devem ter percebido - mudei o título do blog de Chameleon - Fimo Design para Chameleon - Polymer Clay Design. O mesmo tendo já ocorrido com meu site a alguns dias atrás.
O fato de não mais associar meu trabalho com uma marca específica( no caso FIMO da alemã Eberhard Faber) tem suas razões de ser que em nada são gratuitas ou movidas por alguma vaidade fútil. O negócio é que quando iniciei em 1999 a mexer, de forma autodidata, com Polymer Clay, FIMO era a única marca encontrada ou mesmo conhecida no Brasil. Ocorrendo assim uma natural associação do material ao nome fantasia.
E, admito, por muito tempo achei que nada iria mudar já que se tratava de material importado/caro, com uma bibliografia bastante especializada e até então inexistente em português, pouquíssima gente conhecia, não havia ferramentas próprias nacionais (bom, segue não existindo em grande parte, mas...). Enfim, a falta de opções sempre foi um grave empecilho para seu reconhecimento enquanto forma de expressão e de fazer Arte no Brasil.

Hoje, quase 10 anos depois, apesar de o "estado da Arte" não ter melhorado muito neste tempo e mesmo havendo ainda certa dificuldade ao acesso de outras marcas além da FIMO, estas começam a ser mais facilmente encontráveis e (re)conhecidas no mercado nacional. Da mesma forma que o acesso a bibliografia especializada tem sido paulatinamente facilitado pelo aumento de ofertas de bons títulos, ainda que majoritariamente importados, nas livrarias. Isto tudo pelo menos em se tratando do comércio das grandes capitais.
Sem esquecermos de mencionar as importantes experimentações que vem ocorrendo nos últimos três ou quatro anos, com maior ou menor sucesso, no sentido de se criar e produzir material 100% nacional de boa qualidade e preço acessível. Mas isto já é assunto, farto, que retomarei em próximo post.
O que quero dizer é que, no meu entendimento, todos estes são importantes indicativos que sim, existe um mercado em fase de maturação, após o deslumbrado boom inicial, para a produção/comercialização e ensino de modelagem com polymer clay. Sendo que concorre e muito para isto o fato de que já não estamos como inocentes úteis de uma única marca e/ou importador.

Obviamente, que não estou rejeitando ou mesmo negando a associação com a marca FIMO. Afinal, foi através dela que meu trabalho ficou conhecido ao longo dos últimos anos e pela qual provavelmente, ainda serei por bastante tempo ainda, buscado na web. E mesmo porque através de meu trabalho e atualizações tanto do site quanto do blog, e divulgação através de portais de artesanatos e similares que também ajudei, em certa boa medida, a divulgar e a popularizar a marca FIMO. Portanto, sob esta ótica, mais ganharia do que perderia mantendo esta estreita identificação com o FIMO.
Contudo, a opção de empregar a denominação Polymer Clay para identificar ao material que utilizo em meu trabalho me parece uma mudança inevitável, saudável e necessária enquanto parte da evolução no cenário artístico e artesanal brasileiro em direção a uma universalização e padronização de acordo com o perfil internacional de trabalhadores da área.

Mas que fique claro que não pretendo com isto criar e muito menos impor polêmicas ou modismos tão ao gosto das comunidades artístico-artesanal brasileiras, bastante conhecidas pela simpatia para com os vícios corporativos. O que ocorreu aqui foi que, como desde sempre, sigo o meu percurso de desejos mantendo uma linha independente. Sendo dono de mim e de minha Arte, liberdade e alegria. Onde são apenas as fronteiras técnicas de meu criar que indicam os limites de meu expressar.
Só isto. :-))))

Até a próxima.

1/18/2008

O caminhante

"A vida não está te esperando em nenhuma parte, ela está passando. Não se encontra no futuro como uma meta que tens que alcançar, está aqui e agora, neste mesmo momento, em teu respirar, na circulação de teu sangue, na batida de teu coração.
Qualquer coisa que seja, é tua vida. E se buscas significados em outro lugar, a perderás."

Osho

Até a próxima

12/12/2007

Pois é, é Natal


Parece mentira, mas 2007 que mal parece ter iniciado já está nos deixando com um bom punhado de boas lembranças, algumas decepções - que nem fazem assim tanta diferença, já que só preservo o que vale a pena preservar - alguns sonhos concretizados com muito trabalho e disciplina outros definitivamente descartados por absoluta impossibilidade de ocorrerem, ou talvez não... ;-)
Enfim, rumamos em direção a 2008 com dois pés direito firmes no chão e armados com o destemor daqueles que se permitem sonhar.

A todos os amigos, clientes, parceiros, visitantes ocasionais e leitores ardorosos deste blog (talvez 1 ou 2 visitantes além de mim)meus mais sinceros votos de um excelente Natal e um ano de 2008 repleto de surpresas boas e realizações pessoais.

E para quem for curioso, indico ;-)))

visite o cartão/animação virtual que criei este ano como presente para todos.

http://www.chameleondesigner.com/natal2007.htm

Tem que ter instalado flash player (disponível aqui para download) ou browser habilitado para flash para que possa assistir ao vídeo. Dependendo do tipo de conexão que você possui pode demorar um pouco para carregar, tenha paciência. Garanto que vale a pena.

Grande abraço geral e até a próxima

11/27/2007

Ói nóiz no YouTube



Em razão de, como sempre, abraçar mais compromissos que tenho de braços quase que passa em branco a animação experimental que andei criando a partir de imagens de peças que venho produzindo há muitos anos e que postei no YouTube no início do mês. Foi, sem dúvida, uma experiência nova e cheia de descobertas e desafios, até porque nunca tinha utilizado um programa de edição como o Windows movie maker, tão cheio de possibilidades em se tratando de edição de vídeos. Óbvio que vou ainda ter que mexer muito até conseguir chegar a me considerar razoável. Mas, no mínimo valeu como experiência.

Bem, mas o que me deu maior prazer, e este é o motivo deste post, foi o fato de visualizar minha edição e perceber que as peças acabaram por ter uma expressividade toda especial. Foi, digamos, como ter pela primeira vez visualizado meu próprio trabalho. Com outros olhos, como algo diverso e novo para mim. Coisas de percepção...;-)

É claro que este não será em nenhum momento o mais novo "sucesso viral" da rede e sequer me preocupo com isto. Pelo contrário, o número de acessos tem sido o modestamente esperado. Até porque se trata, em última análise, de um vídeo produzido e dirigido a um público-alvo bem específico. O qual é sabido, no Brasil ainda é restrito e temos ainda muito o que trilhar no sentido de termos um número realmente representativo de bons e qualificados profissionais na área. Enfim, muito ainda há para se rodar e somente o tempo, senhor dos destinos, é que poderá determinar o ritmo e os resultados.

Fica aqui minha contribuição, mesmo que modesta, no sentido de despertar a curiosidade de novos artistas e cativar ainda mais aos que já exploram esta massa cheia de surpresas.

A animação em si caberá aos visitantes avaliarem e prestigiarem ou não. De minha parte ficou mais uma vez a sensação de que as descobertas em se tratando dos modos de expressão que exploro se acumulam e não param de me surpreender e propiciar uma imensa satisfação pessoal. E, afinal, não é isto o que realmente importa no final das contas? :-)

até a próxima

11/01/2007

De volta à escola



Quem diria, estou de volta à escola.
Apesar de acreditar que jamais deixamos de aprender na escola da vida - ainda que muitos sejam constantemente reprovados em determinadas matérias - neste caso estou me referindo a um retorno literal. Mas não é para lecionar, como já fiz há alguns anos atrás. É antes para participar de uma mostra coletiva ao lado das pintoras Adriane Souza Biz e Maria Lúcia Sandri no colégio Farroupilha, uma das escolas particulares mais tradicionais e antigas da capital gaúcha.
Apesar de saber que muitos torceriam o nariz por não se tratar de um espaço tradicional de exposições como galerias ou eventos especializados pessoalmente fiquei realmente empolgado com o convite feito pelo departamento de apoio cultural da escola justamente pelo fato de que o público-alvo principal são estudantes que assim tem a possibilidade de um contato natural, sem artificialismos e de forma lúdica com o fazer e disseminar cultura.
É justamente nas novas gerações que devemos apostar no sentido de que se afaste do estereótipo, antes ancorado no preconceito do que propriamente em conhecimento de causa, de "aborrescente" alienado.
É necessário acima de tudo permitir-lhes o acesso a estas linguagens para que possam desta maneira expandir seus conhecimentos e, principalmente, aprimorar sua natural sensibilidade. E sem sombras de dúvida o Colégio Farroupilha se destaca por sua louvável iniciativa.

Parabenizo a direção da escola na pessoa de seu diretor, o sr Roberto Py, bem como ao presidente da associação mantenedora da escola o sr. Jorge Guilherme Berschinger assim como aproveito para fazer um especial agradecimento as professoras Alice e Adenir que se empenham, sempre com sucesso, em organizar e divulgar os eventos do Saguão das Artes. São políticas educacionais abrangentes como esta que fazem com que possamos acreditar na possibilidade de um amanhã melhor que o hoje.
Abaixo postei algumas imagens do evento da abertura ocorrido no dia 31 de outubro. Espero que apreciem e, àqueles que tiverem a oportunidade, venham conhecer mais de perto este sonho que é uma realidade.

Até a próxima

Este que lhes escreve posando ao lado das simpáticas professoras Alice e Adenir responsáveis pelo espaço e pela organização de eventos.

As talentosas artistas Maria lúcia Sandri, Adriane Souza Biz e eu ao lado do diretor e grande incentivador dos eventos que ocorrem no Colégio Farroupilha o sr. Roberto Py.

Grupo de jovens e talentosos alunos do Colégio farroupilha fazem uma apresentação de dança contemporânea na abertura do evento comprovando que as mais variadas manifestações de Arte podem conviver em perfeita harmonia.

10/14/2007

Arte a flor da pele

Antes que as críticas, pedras e comentários maldosos comecem a serem lançados no ar já adianto que não, não fiz nenhuma tatuagem hard que me faz mais parecer um "homem sanduiche". aliás, também este corpo bombado sub-produto de academia não é meu. O máximo de exercício físico que me permito, por prazer, é modelar com cerâmica plástica e uma boa caminhada sem rumo observando este caótico mundo e seus habitantes.

A imagem que ilustra o post de hoje é apenas o inocente fruto de manipulação digital que produzi com um programinha online, simples mas bem bacana, que conheci outro dia e que permite que se criem textos em fontes curiosas sobre imagens.
Como gostei do que é possivel fazer e como nem tudo que é veiculado na web é, forçosamente, verdade resolvi contribuir com mais uma "mentira" em homenagem a todos os inocentes úteis ou deliberados falseadores que pululam o ambiente virtual. :-) Pelo menos, esta carrega uma salutar dose de humor, sempre tão bem vindo nos tempos contemporaneamente carrancudos que vivemos.

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
José saramago

Até a próxima

9/09/2007

Vi, revi, e gostei



O post de hoje é sobre este vídeo que andei encontrando em meus passeios sem rumo pelo YouTube.
Fallen art(Arte caida) - ironia do título que perde em sua versão/tradução em português como "mundo dificil" - serve de introdução a curiosa fábula em animação do polonês Tomek Baginski acerca da crueldade, indiferença e coisificação do Homem.
Impressiona pela qualidade da produção, ao mesmo tempo que inquieta com suas imagens oníricas, repletas de alegorias e citações.

Vi, revi, gostei demais e agora indico tanto para os visitantes regulares quanto para os "paraquedistas da web" que as vezes passam por aqui. ;-)


até a próxima.

8/26/2007

Yes, nós temos bijus


É público e notório - pelo menos para aqueles que acompanham meu trabalho mais de perto - o fato de que nunca fui alguém que tivesse especial preocupação em desenvolver uma produção dirigida à criação bijuterias. Na verdade, desde sempre optei por me dedicar, prioritariamente, a objetos de decoração tais como luminárias, caixas, vasos e outros itens em meu trabalho com argila polímera/cerâmica plástica. Não se trata de nenhum tipo de preconceito de minha parte, como alguns apressados podem concluir, mas antes de preferência programática ou uma questão de afinidade, se assim preferirem.

Talvez isto decorra, entre outras razões, do fato de que por muito tempo acreditei, mesmo que equivocadamente, que criar adornos pessoais restringiria minha criatividade e expressividade já que, forçosamente, deveria criar sobre uma área física bastante reduzida e a partir de uma linguagem formal limitada. Já que estamos falando basicamente de correntes e/ou fios associados a contas, em maior ou menor número, tamanhos, formatos e materiais.
Hoje, de certa forma até ironicamente, vejo que o fato de justamente trabalhar com pequenas áreas vantajosamente me permite experimentar possíveis combinações de formas, grafismos, inclusões e cores sem maiores riscos de ver, no final, que o resultado não me agrada e concluir que perdi tempo, produção e material.
Sim, porque não pretendo iludir a ninguém, e muito menos a mim mesmo, dizendo que possua algum tipo de “toque de Midas” e acerte em todos os meus experimentos de primeira.
E, vamos convir que ficar cantando o velho sucesso dos anos 70 de Ivan Lins: “começar de novo...” pode até soar interessante mesmo em desafinado karaokê ou, para os mais tímidos no banheiro, mas na pratica o que se vai, jamais volta. :-(

Assim, entre idas e vindas e a partir de muitos estudos, ultimamente resolvi encarar o meu próprio desafio de me dedicar a investir mais na criação de bijuterias procurando, antes de qualquer coisa, encontrar minha própria linguagem pessoal da mesma forma que já a encontrei em se tratando de objetos de decoração. Isto é, de conseguir produzir peças que as pessoas ao olharem imediatamente as associem, bem ou mal, ao autor. O que por si só já é um grande desafio que não poucos tropeçam ou fingem ignorar.

As peças que coloquei ilustrando este post são justamente duas destas experimentações. O resultado é bom? Ruim? Médio? Não caberá a mim e menos ainda a meus amigos, sempre tão ou mais suspeitos que eu, julgar. Pois, convenhamos, não existe nada mais limitante do que a mentalidade corporativista, mãe dos medíocres. E o Brasil, infelizmente, é cheio de exemplos neste sentido em todas as áreas de conhecimento.
Acredito sim que, como ocorre com tudo que criamos, o julgamento final caberá, mais uma vez e sempre, ao impessoal mercado com suas normas e humores próprios que fluem independente de vontades pessoais.

Quanto a mim? Só me resta ir deixando fluir as idéias e formalizá-las com a mesma satisfação que sempre existe em tudo que faço. Já que sempre acreditei, citando o saudoso e irônico Leminski, que “esse negócio da gente querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além”. É isso aí. ;-)

Até a próxima.

7/22/2007

O perigo ronda a WEB


Que a internet facilitou e muito ao trabalho de quem manipula a argila polímera/cerâmica plástica, isto é indiscutível. Afinal, é o mais fácil modo de conhecermos artistas, suas páginas e obras que se encontram distribuídos por todo o mundo. E isto tudo sem levantar da cadeira.
Por outro lado, para aqueles que buscam atualizar e aprimorar sua Arte conhecendo a fundo os lançamentos do mercado editorial especializado e nem sempre de fácil acesso, as livrarias virtuais são uma benção. Afinal, onde melhor encontrar livros que de outra maneira apenas teríamos acesso através de generosos amigos que vivem ou viajam ao exterior, ou comprando diretamente em livrarias dos EUA e Europa?

Pois foi com este espírito desarmado que utilizei os serviços de um imenso portal nacional bastante conhecido por vender produtos de todos os tipos na internet brasileira e que oferece uma especial seção de livros importados. Mesmo que a oferta de títulos não seja a mais completa para quem sempre está antenado nos lançamentos, ainda é a melhor solução que temos. Ou será que não?

Pois nesta livraria virtual citada encontrei o titulo: The art of jewelry - Polymer Clay, da autora norte americana Katherine Duncan Aimoni. Com razoável preço bem como um razoável prazo de entrega resolvi arriscar e investir em mais este título para minha biblioteca que utilizo amiúde como material de apoio em minhas aulas e criações pessoais.
Mas qual não foi minha, desagradável, surpresa ao constatar que a entrega prevista, que seria de 29 dias corridos - segundo dados à vista de todos e publicados no próprio portal em questão - levou "apenas" 42 dias para ocorrer!!!!
Seria cômico se não fosse trágica a postura deste portal ainda tentando justificar seu atraso enviando mensagens diárias onde, como deve já estar supondo o leitor, jogava para o dia seguinte a suposta entrega, apenas alterando a data, e pedindo desculpas pelo inconveniente.
Tão insistente isto se tornou que acabei criando uma regra para eliminar estas mensagens indesejadas em meu programa de e-mail e que denominei: contagem regressiva. Afinal, nesta altura dos fatos só me restou fazer piada de meu involuntário papel de palhaço. :-)

A todos os desavisados, como fui neste momento, um curto e direto conselho: muito cuidado com lojas mesmo com nome no mercado que se comprometem com prazos que sob nenhuma hipótese conseguirão cumprir. E que, tenho absoluta certeza, possuem plena consciência disto. Mas como o que conta é garantir a venda...
Fique alerta, pois depois que você entrega o número do cartão de crédito para cobrança pode sentar e esperar, pois só a cobrança será garantidamente feita sem um único dia de atraso. Quanto ao recebimento de sua encomenda? Prepare-se com velas e muita reza forte, que se não ajudam a acelerar o envio pelo menos o distrairão em sua, longa, espera.

Peço que meus leitores me desculpem pelo desabafo (e a este muitos outros poderiam se juntar, mas isto fica, talvez, para outro post...) mas em um país onde a ética se tornou palavra morta na boca de políticos profissionais (mas não somente entre estes), em um país onde viajar de avião tornou-se uma roleta russa e não apenas um meio de se chegar rápido para assumir compromissos que não esperam e lhe dizem apenas que relaxe e goze (sic), em um país onde não somos tratados com a deferência e respeito natural enquanto nosso papel de clientes e cidadãos e sim apenas como um meio de lucro fácil e garantido, em um país onde ser e esperar que os outros sejam profissionais, cumprindo prazos e contratos estipulados é garantia de acabar sendo alvo de chacota, descaso e até ameaças, veladas ou não.
Deste país, infelizmente, muito pouco se pode esperar.

Até a próxima

5/14/2007

De cá e de lá

Portal Artesaos.com Este mês de abril, que passou, foi bem agitado e marcado em especial por dois acontecimentos.

Do outro lado do Atlantico, mais precisamente de Portugal, recebi o honroso convite de um portal especializado em artesanato produzido em países de lingua portuguesa, o Portal Artesãos para inaugurar sua nova seção onde apresentarão, semanalmente, participantes do portal que se destacam pelo grande número de peças expostas bem como por terem expressivo acesso em suas páginas pessoais.
Pessoalmente, encarei esta homenagem como um gratificante aval da aceitação internacional de um trabalho que venho a longa data desenvolvendo. Aliás, trabalho este que, sem dúvida por sí só, tem sido motivo de imensa satisfação pessoal.
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Já deste lado do Atlantico participei no dia 13 de abril, enquanto convidado por apoio à produção, do lançamento do curta metragem - Acerto de Contas, do diretor Luiz Rangel com Luciano Szafir e Adalcir Brubacher. Evento este dirigido à convidados, jornalistas e autoridades. O evento ocorreu no deslumbrante cenário natural que é Gramado, na serra gaucha. Onde, de quebra, aproveitei para saborear muito chocolate e queijo, tudo emoldurado pela mais bela paisagem que a natureza poderia nos proporcionar.

Palácio dos festivais de Gramado(RS)
Em um meio cada vez mais concorrido(e nem de longe isto significa crescimento qualitativo), cheio de gente querendo chegar mais cedo, e querendo sair correndo na frente de qualquer um é gostoso saber que trabalhando quietinho no meu canto, sem disputar espaço sob os holofotes e frente as câmaras sigo meu caminho.

Deixo vocês com mais algumas imagens desta cidade única enquanto lhes digo: Até a próxima





















3/29/2007

Sobresites - Tudo em um só lugar



Pois é, deve haver quem pense que qualquer dia destes vou ter que mudar o tema e o título do blog para algo diferente pois, apesar de seguir sempre produzindo e refletindo acerca de Arte, meu post de hoje é novamente sobre internet. :-)

Mas não creio que exista nada de contraditório nisto. Pois, se pararmos para pensar, este também é um post que envolve arte e sua produção/veiculação na rede. Hoje decidi escrever um pouco do projeto desenvolvido no Portal SobreSites.
O que é isto? Muitos devem estar se perguntando.

Bem, o SobreSites é um imenso portal que possui, hoje, 111 guias especializados nos mais diversos temas criados e gerenciados por voluntários. Voluntários estes que possuem em comum a paixão e o conhecimento nos assuntos que tratam em seus respectivos guias além é claro de terem experiência em navegar pelos, as vezes, bravios mares que compõem a rede mundial de computadores. Sendo que estes mesmos estão sendo constantemente reformulados através da pesquisa, análise, avaliação e veiculação de links considerados relevantes em cada área.


No meu caso sou o responsável pelo guia de artesanato, recentemente atualizado. Na verdade, minha participação iniciou por acaso em um de meus passeios " sem rumo" na web. E foram justamente a sua proposta e perfil que me atrairam de imediato. Isto é, o fato de não se tratar de um portal onde as pessoas simplesmente indicam seus links pessoais em busca de divulgação gratuita e cujo único interesse é apenas apresentar enormes quantidade de links sem maiores critérios. Ali, antes de irem ao ar todos os sites e blogs são avaliados em seus conteúdos pelo responsável por cada guia levando-se em conta conteúdo, relevância segurança etc. Visando assim, antes de mais nada, facilitar e qualificar a busca do usuário. Ainda que seja um trabalho que tome bastante tempo e exija muito profissionalismo, visão crítica e, acima de tudo, muita dedicação é extremamente gratificante para quem o faz pelo fato de que, acredito, todos nós "editores" temos a consciencia de que estamos assim criando e gerindo informação que farão a internet ser mais interessante e proveitosa áqueles que a utilizam.
Eu mesmo sou um visitante frequente do sobresites onde sempre estou procurando indicações sobre informática, design e até Filosofia e História. Afinal, são tantos guias diferentes que facilmente podem ocupar a curiosidade de qualquer um sem muito esforço. ;-)


Mas talvez a maior motivação que me levou a criar e manter o guia de artesanato esteja no fato de que assim, ainda que de forma modesta levando-se em conta o tamanho da web, posso ajudar a divulgar talentos, por vezes sem maiores condições de aparecerem melhor posicionados em mecanismos de buscas(por não poderem ou não quererem pagar por isto, como muitos o fazem), ou porque não possuem tantas indicações através de páginas de "amigos" que fazem com que seu pagerank seja melhor posicionado. Ali o que conta, antes de mais nada, é o fator qualidade. E é fantástica a quantidade de material de extrema qualidade que a tenho oportunidade de conhecer e indicar e que, devido a uma estreita mentalidade corporativista, não raro presente mesmo na internet, não teriam a oportunidade de serem melhor conhecidos por todos.


É pouco o que faço? sem dúvida. É apenas uma pequena gota em um imenso oceano. Mas a consciência de que tento fazer sempre o meu melhor faz com que valha a pena.
Visite e confira:
Portal SobreSites


Até a próxima.

3/16/2007

O Olhar do artista



O artista, e me refiro aqui ao verdadeiro artista visual, não se reduz a ser aquele tipo esquisitão, cuidadosamente produzido de modo a parecer absolutamente casual, que delira sobre seu trabalho muitas vezes hermético, e pasme, sem conteúdo(ainda que o mesmo o negue com veemência e, até, sinceridade), e critica como ignorantes e primevos àqueles que não entendem ou mesmo, simplesmente, não gostam do que ele faz. Aliás, direito este de cada um que antes de mais nada deve ser respeitado em sua opinião. Esta leitura, acredito, se reduz a quase que uma caricatura, antes criada por aqueles que não apreciam ou mesmo desconhecem realmente o que seja verdadeira arte do que pelos que realmente a produzem e/ou a fruem com sinceridade. Pois, para mim, fazer arte é assumir o prazer, e a obrigação de se expressar antes para si do que para os outros, pelas linguagens que o artista mesmo vai construindo e decifrando através de seu trabalho. É encontrar sua paz pessoal, intransferível, mas ao mesmo tempo compartilhavel, em certa medida. Até, porque não, por vezes ser indecifrável por aqueles que vivem fora de seu universo pessoal.
Ser artista é deixar fluir a sensibilidade, é ver pontos e linhas, cores, luzes e sombras harmônicas, mesmo na aparente desarmonia da natureza e do urbano. Em ver mesmo nos gestos corriqueiros enorme carga de simbolismo e significados que somente a percepção, muitas vezes de forma intuitiva, consegue desvelar.
Artista de verdade é aquele que vê algo mais onde todos apenas enxergam o lugar comum. É aquele que organiza linhas e cores de forma a fazer sentido(ou não), emocionar ou mesmo irritar, mas que jamais acaba plantando apenas a indiferença. É, principalmente, aquele que não busca o sucesso fácil, e o mercado ávido de antigas novidades. Mas que, ao mesmo tempo não nega que o mercado e o sucesso existem, devem ser buscados e são importantes, pois complementam ao mesmo tempo fornecem o necessário lastro às suas produções.
Ser artista é, em especial, assumir um karma e um dharma, uma dor e um prazer, imensos e indescritíveis em se expressar e, assim, colocar ordem ao aparente caos que é a criação maior que chamamos de mundo.

Até a próxima

O texto acima foi escrito e publicado em outro blog que mantive a bastante tempo atrás. Resolvi republica-lo aqui e hoje pelo fato de que me parece manter sua atualidade e relevância no conjunto de minhas observações sobre o "mundico" das artes. A imagem que ilustra este post é parte de um projeto pessoal que venho desenvolvendo e que envolve experiências com photoshop utilizando imagens e minhas peças. Mais exemplos podem ser visualizados e baixados aqui:
walpaper

1/03/2007

Ano novo, novas Artes


















Como não poderia deixar de ser, começo o ano de 2007 completamente envolvido com meu trabalho. O qual, poucos sabem, não se reduz a modelagem com argila polímera(cerâmica plástica). Ainda que este seja seu foco principal.
Iniciei o ano, por exemplo, aproveitando para exercitar meu maior prazer depois de modelar com FIMO. Que é mexer com softwares e descobrir possibilidades na área. E em se tratando de webdesign, como na arte da modelagem, sou um autodidata movido pela curiosidade e determinação em buscar maiores e melhores resultados.

Pois foi com este espírito que aprendi a mexer com o Flash e criei não apenas o cartão de natal do chameleon mas também uma nova animação para a abertura do site.
E aproveitando este "pique cibernético" também iniciei o ano disponibilizando uma série de walpapers temáticos onde -explorando as qualidades do photoshop associadas à peças de minha autoria - obtive, por vezes, surpreendentes combinações e resultados. Uma "brincadeira a sério" que tem me dado muita satisfação em praticar. Prometo em breve novidades neste sentido. :-)
No mais, estou aproveitando para finalizar uma nova galeria de imagens bem mais ágil e prática que a anterior, organizando novas dicas para colocar na seção própria e produzindo uma seção de passo a passo(idéia que vem sendo amadurecida desde 2004).

Meu objetivo é sempre o de tornar o site cada vez mais fácil e agradável de navegar e com constantes atualizações e novidades. Afinal, quem utiliza o meio digital para divulgar seu trabalho, isto é, mantém um site ou mesmo apenas um blog, sabe que não é o bastante criar uma página, com maiores ou menores efeitos e conteúdo, e dar-se por satisfeito. Este é apenas o princípio de um trabalho incessante e permanente.
Em um ambiente dinâmico que se reinventa a cada dia como a Internet, não procurar acompanhar o ritmo efervecente do suporte é suicidio virtual. Eu mesmo sei de vários exemplos, e garanto que não retorno para conferir como andam.

Assim, de minha parte posso apenas garantir que haverá sempre a preocupação e o comprometimento de deixar a página cada vez mais interessante, com maior e com melhor conteúdo. De parte dos visitantes? Apenas posso esperar que apreciem os resultados que aí estão e ainda virão e que tenham um excelente 2007.

Até a próxima

12/14/2006

FelizNatal e Próspero Ano Novo


Neste final de ano, festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota. Festeje por estar aqui, a Esperança o Amor. Festeje a Vida. E lembre-se que sempre estaremos juntos, para festejar isto tudo com você.

O atelier de modelagem Chameleon - Fimo Design, deseja que em 2007 possamos encontrar a todos novamente - fornecedores,colaboradores, clientes e amigos - com seus planos e expectativas renovadas.
Pois toda realidade tem como matéria-prima os sonhos.

Aproveite e confira o cartão animado que criei especialmente para você.
www.chameleondesigner.com/feliznatal.htm

É necessário ter flash instalado para visualizar a animação.